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No início de 1964, havia claros sinais de que a ordem constitucional seria superada por conspirações golpistas. Restavam dúvidas, entretanto, sobre o lado do espectro político que daria o golpe. A aliança civil-militar que depôs Jango pode ser entendida como uma conjugação de forças que, a partir de motivações distintas, convergiram para um único objetivo imediato. Nos anos em que Costa e Silva exerceu a presidência, consumou-se o divórcio entre os projetos civis e militares. O governo Médici foi marcado por extremo autoritarismo. Geisel empenhou-se em estabelecer canais de contato com lideranças civis, preconizando a tese de uma transição gradual, mas segura, rumo à democracia. Após a derrota da emenda das eleições diretas, transferiu-se o objetivo da mobilização popular para o projeto da candidatura indireta de Tancredo Neves.
A trajetória política republicana, a partir de 1946, foi marcada por crises: um presidente suicidou-se (Getúlio Vargas), outro teve a posse contestada (Juscelino Kubitschek) e um terceiro renunciou com poucos meses de governo (Jânio Quadros).