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O início das operações do primeiro Banco do Brasil, em 1809, pode ser considerado um marco fundamental na história monetária do Brasil e de Portugal, não só por ter sido a primeira instituição bancária portuguesa, mas também por representar uma mudança significativa no meio circulante do Brasil, já que houve emissão de notas bancárias. Até então, as funções de meio de troca e de pagamentos haviam sido cumpridas exclusivamente por moedas mercadorias — a exemplo do açúcar e do algodão — e por moedas metálicas originárias de Portugal e de outras partes do mundo ou cunhadas na Colônia.
A cunhagem de moedas na Colônia desenvolveu-se por meio da instalação, em Salvador, na Bahia, da Casa da Moeda, em fins do século XVII. No entanto, a prática de cunhagem no interior da Colônia não eliminou, no Brasil, as trocas realizadas por intermédio de moedas estrangeiras. No extremo norte, por exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e peruanas, e no extremo sul, na área onde atualmente se localiza o estado do Rio Grande do Sul, circulavam indistintamente moedas brasileiras e dos países vizinhos.
O termo “considerado” está empregado no masculino para concordar com “Banco do Brasil”.