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Sucede que na publicação dos discursos há o uso de imprimir entre parênteses a palavra “lê” quando o orador lê alguma coisa. Para as pessoas que estão na galeria, é inútil trazer o que o orador leu, porque essas ouviram tudo; mas como nem todos os contribuintes estão na galeria (ao contrário!), a consequência é que a maior parte fica sem saber o que é que se leu, e, portanto, sem perceber a força da argumentação, isso com prejuízo dos próprios oradores.
Não há dúvida que esse uso economiza papel de impressão e tempo de copiar; mas eu, contribuinte e eleitor, não gosto de economias na publicação dos debates. Uma vez que esses se imprimem, é indispensável que saiam completos para que eu os entenda. Posso ser paralítico, preguiçoso, morar fora, e tenho o direito de saber o que é que se lê nas câmaras. Se algum membro ou ex-membro do Congresso me lê, espero que providencie de modo que, para o ano, eu possa ler o que se ler, sem ir passar os meus dias na galeria do Congresso.
Nos trechos: “contribuinte e eleitor” (l.10) e “Posso ser paralítico, preguiçoso, morar fora, e tenho o direito de saber o que é que se lê nas câmaras” (l.13-14), percebe-se o uso do recurso estilístico denominado