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Na modernidade desenvolvida, que surgiu para anular as limitações impostas pelo nascimento e para oferecer às pessoas uma posição na estrutura social em razão de suas próprias escolhas e esforços, emerge um novo tipo de destino adscrito em função do perigo, do qual nenhum esforço possibilita escapar. Esse destino se assemelha mais ao destino estamental da Idade Média que às posições de classe do século XIX. Apesar disso, não se observa nele a desigualdade dos estamentos (nem grupos marginais nem diferença entre campo e cidade ou de origem nacional ou étnica). Diferentemente dos estamentos e das classes, ele não se encontra sob a égide da necessidade, e sim sob o signo do medo; ele não é um resíduo tradicional, mas um produto da modernidade, particularmente em seu estágio de desenvolvimento mais avançado.
Ulrich Beck. Sociedade de risco – rumo a uma outra modernidade. São Paulo: ed. 34, 2010, p. 8 (com adaptações).
O fenômeno da burocratização é característico da estrutura e organização da sociedade moderna.