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Em todos os momentos da história, como suporte da dominação ou mesmo da resistência, a comunicação, como processo de difusão de informações, esteve presente, tendo sido exercitada mediante estratégias e ferramentas disponíveis ou desenvolvidas pelos grupos que dela faziam uso. Nas comunidades não pertencentes aos setores dominantes, de tradição oral e sem o domínio da comunicação escrita, a exemplo dos quilombos e de Canudos, a comunicação foi efetivada a partir da recriação e da ressignificação de danças, símbolos e práticas religiosas. Nos espaços onde o domínio da cultura escrita já se fazia presente, a exemplo de sindicatos de operários urbanos, a informação era difundida por meio de boletins, jornais, panfletos e outros materiais impressos. E, mais recentemente, do rádio, do vídeo, do cinema e da televisão. Entretanto, foi somente a partir dos anos 70 do século passado que, no Brasil, o uso de materiais de comunicação pelos setores populares foi intensificado. Eles passaram a ser utilizados quase sempre como forma de otimizar os esforços de mobilização e de luta dos diversos setores da sociedade civil na defesa dos direitos humanos, incluindo-se a luta por melhores condições de vida, pela igualdade entre raças e entre homens e mulheres, pelo respeito à individualidade e às preferências sexuais, pela liberdade de pensamento, de organização social, de manifestações políticas etc.
No texto, enfoca-se a dimensão do impacto provocado pelas informações veiculadas nos meios de comunicação social e do emprego dessas informações nas sociedades modernas, sobretudo no que se refere à defesa de direitos sociais.