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Com o extraordinário desenvolvimento científico e tecnológico experimentado na segunda metade do século XX, estabeleceram-se as condições e o cenário para a convergência entre a informática, a eletrônica e a comunicação. Esse fato leva o computador a centralizar funções que antes eram apresentadas por diversos meios de comunicação. As tecnologias digitais, segundo Pierre Lévy, “surgiram com a infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento”. O ciberespaço abre caminhos para a cibercultura, pela qual a produção e a disseminação de informações são pautadas pelo dispositivo de comunicação todos-todos. Assim, não há apenas um emissor, mas milhares. De acordo com Lévy, a sociedade passou por três etapas: as sociedades fechadas, voltadas à cultura oral; as sociedades civilizadas, imperialistas, com uso da escrita; e, por último, a cibercultura, relativa à globalização das sociedades. A cibercultura “corresponde ao momento em que nossa espécie, pela globalização econômica, pelo adensamento das redes de comunicação e de transporte, tende a formar uma única comunidade mundial, ainda que essa comunidade seja e quanto! desigual e conflitante”, diz Lévy.
É coerente com a classificação apresentada por Pierre Lévy, mencionada nas linhas de 14 a 18, concluir que a próxima etapa a ser atingida pela sociedade terá de ultrapassar a cultura escrita.