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É impossível pensar o mundo contemporâneo sem reconhecer-lhe uma das características mais marcantes e fundamentais: este é o período histórico no qual se opera a mais radical das revoluções já experimentadas pela humanidade, tanto em amplitude quanto em profundidade. Essa revolução caracteriza-se simultaneamente por uma série de avanços no conhecimento científico e pelo desenvolvimento imediato de aplicações desses novos conhecimentos à produção e à circulação de bens materiais e simbólicos. Convencionou-se denominá-la, portanto, revolução científica e tecnológica. Não se trata de um simples salto qualitativo no acúmulo de conhecimento humano, similar aos que ocorreram em outras épocas. O ritmo dessa acumulação ganhou nova velocidade, entrou em outro patamar, inusitado, uma vez que os avanços nas diferentes áreas interagem e potencializam a produção mais rápida ainda de novos conhecimentos. Nesse sentido, o que distingue a atual revolução de outros tantos definitivos marcos históricos, desde a sedentarização e a revolução na agricultura, é a tremenda rapidez, a agilidade e a amplitude das mudanças e transformações.
A organização dos argumentos no texto permite subentender que os “marcos históricos” (l.17-18) se caracterizaram, ao longo da história da humanidade, pela “rapidez” (l.19) e “amplitude das mudanças e transformações” (l.19-20).