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A língua indígena mais conhecida dos brasileiros — conquanto esse conhecimento se limite, em regra, só a um de seus nomes, tupi — é justamente o tupinambá. Essa foi a língua predominante nos contatos entre portugueses e indígenas nos séculos XVI e XVII e tornou-se a língua da expansão bandeirante no sul e da ocupação da Amazônia norte. Seu uso pela população luso-brasileira, tanto no norte quanto no sul da Colônia, era tão geral, no século XVIII, que o governo português chegou a baixar decretos (cartas régias) proibindo esse uso. Uma das consequências da prolongada convivência do tupinambá com o português foi a incorporação a este último de considerável número de palavras daquele. É notável a quantidade de lugares com nomes de origem tupinambá, quase sem alteração de pronúncia, muitos deles dados pelos luso-brasileiros dos séculos passados a localidades onde nunca viveram índios tupinambás.
Da inclusão do termo “cartas régias” (R.9), entre parênteses, logo após “decretos” depreende-se que o governo português não só baixou decretos, mas também essas cartas para proibir o uso do tupinambá.