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Há uma correlação entre a região de origem dos falantes e as marcas específicas que eles vão deixando em sua produção linguística. Portugueses e brasileiros não falam do mesmo jeito. Brasileiros do Norte, do Nordeste, do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul tampouco falam exatamente do mesmo jeito. Uma língua natural contém, portanto, diferentes dialetos, relacionados ao espaço geográfico que ela ocupa.
De todas as variedades do português, a variedade geográfica é a mais perceptível. Quando começamos a conversar com alguém, logo percebemos se ele é ou não originário de nossa região.
O verbo auxiliar começar, em “começamos a conversar” (R.9-10), acrescenta ao significado do verbo principal a ideia de início de ação.