///
No que se refere à elaboração e à apresentação de uma linguagem verdadeiramente moderna, a Semana de 22 não representa um rompimento profundo na história da arte brasileira, visto que não se identifica, no conjunto das obras expostas, uma unidade de expressão, ou uma estética radical do Modernismo. No entanto, há de se reconhecer que, a despeito de todos os antagonismos, esse evento configura-se como um fato cultural fundamental para a compreensão do desenvolvimento da arte moderna no Brasil, sobretudo pelos debates públicos que o movimento motivou e pela riqueza de seus desdobramentos na obra de alguns de seus realizadores.
A arte literária modernista recuperou a estética de Machado de Assis, especialmente em relação à busca da expressão literária brasileira não oficial de grupos discriminados, como negros e indígenas.