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Diferentes pessoas, pertencendo a grupos sociais diferentes, têm não apenas histórias diferentes para contar, mas formas diferentes de contá-las, em razão de lógicas subjacentes. As histórias de vida interessam à Sociologia porque cada história, obrigatoriamente, contém e revela um universo social muito vasto na medida da ilustração que ela fornece acerca de uma formação social concreta e, ao mesmo tempo, da forma como os indivíduos e os grupos sociais específicos percebem os impactos resultantes do desenvolvimento dos contextos em que se situam. Afirma-se que a identidade se constrói, classicamente, por contraste com outros indivíduos e(ou) grupos. A subjetividade, a vida interior e as opções mais íntimas são marcadas por um êthos em que a sociabilidade assume um tom caracteristicamente marcante. A cultura subjetiva dos indivíduos só pode desenvolver-se em função de sua interação com um grupo de eleitos. Nas histórias de vida, os indivíduos expressam seus pontos de vista e sua visão de mundo. Assim, a interação é vista como processo social que dá aos atores que interagem não apenas um papel de agentes de reprodução, mas de reinventores da vida social.
A supressão da preposição em “em que” (R.13) desrespeitaria as regras gramaticais, pois, por meio dela, se indica que o pronome “que” retoma “subjetividade” (R.12).