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De acordo com MacIntyre (1983), os seres humanos têm uma necessidade de autoconhecimento, que inclui as possibilidades de relacionamento com outros seres humanos. O estudo das formas conviviais é objeto da reflexão de homens comuns e o objeto da teoria política. Como afirma MacIntyre, o objetivo da teorização política é possibilitar aos seres humanos o acesso a instrumentos que satisfaçam sua necessidade de localizar a si mesmos no mundo, fazer sua própria mensuração do mundo e conectar a sua moralidade à natureza das coisas. A indispensabilidade da teoria política viria dessa necessidade de autoconhecimento dos indivíduos. É a observação que permite identificar novos temas, e estes têm dado origem à teorização. Chegamos a um ponto em que a evolução tecnológica torna mais complexa a organização social do trabalho, e os indivíduos têm, cada vez mais, identidades fragmentadas e uma dependência orgânica uns dos outros. De acordo com essa nova formatação social, expande-se uma lógica pluralista e multiplicam-se os interesses, os grupos de pressão e a natureza das reivindicações ao Estado. Diversos movimentos sociais impõem novos desafios ao fazer político. Especialmente movimentos supranacionais, como o movimento feminista e o movimento ambientalista, desencadeiam processos de reterritorialização da política, mostrando novas possibilidades vinculatórias, e alteram o coletivo significante para determinado tipo de institucionalização.
Em “à natureza” (R.9-10), o emprego do sinal indicativo de crase indica que o verbo “conectar” (R.9) está sendo utilizado com a preposição a, regendo um de seus complementos. Estaria igualmente correto e coerente o emprego, em vez da preposição a, da preposição com, não cabendo, nesse caso, o uso do acento indicativo de crase: com a natureza.