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A mente emocional é muito mais rápida que a racional, age irrefletidamente, sem parar para pensar. Essa rapidez exclui a reflexão deliberada, analítica, que caracteriza a mente racional. No curso da evolução humana, essa agilidade, muito provavelmente, teve como objetivo exclusivo permitir-nos decidir o que merecia a nossa atenção e, uma vez vigilantes, por exemplo, ao enfrentarmos um animal, decidir, em frações de segundos: eu como isso ou isso me come? As espécies que não foram capazes de uma reação imediata tiveram pouca probabilidade de deixar uma progênie que passasse adiante seus lentos genes de atuação.
Esse modo rápido de percepção perde em precisão para ganhar em rapidez. Baseia-se em primeiras impressões e reage ao panorama global ou aos seus aspectos mais gritantes. Capta tudo em um relance, reage e não perde tempo com uma análise mais minuciosa dos detalhes. A grande vantagem é que a mente emocional é capaz de captar rapidamente uma emoção e, assim, de forma fulminante, dizer-nos do que nos acautelar ou em quem confiar. Ela é o nosso radar para o perigo. Se nós, ou nossos ancestrais, fôssemos aguardar que a mente racional tomasse uma decisão, teríamos, provavelmente, não só cometido erros, mas também desaparecido como espécie.
Os vocábulos “analítica” e “teríamos” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.