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Um funcionário com 43 anos de idade, gerente responsável pela sua seção e procedente de Brasília, procurou o serviço de saúde de sua instituição para avaliar sua pressão arterial. A enfermeira da instituição verificou, em momentos casuais, que ele apresentava níveis pressóricos acima dos parâmetros normais, sendo aconselhado a procurar atendimento clínico. No exame físico, ele apresentou frequência cardíaca = 82 bpm, frequência respiratória = 20 irpm, temperatura corporal = 36,5 ºC; peso = 82 kg; altura = 1,71 m, pressão arterial (medida duas vezes, em intervalos diferentes) = 160 mmHg × 109 mmHg. O paciente negou possuir doenças anteriores ou presença de outros sintomas, afirmando que sua pressão era normal, quando da última medição, há um ano. É fumante desde os vinte anos de idade, com uma média de vinte cigarros por dia, fazendo uso abusivo de álcool nos fins de semana. Não tem atividade física regular e referiu histórico de doenças hipertensiva, diabética e cardiovascular por parte dos pais. Ele foi avaliado por clínico geral e recebeu a prescrição de um diurético tiazídico de potência intermediária. O paciente retornou ao consultório quatro meses depois, apresentando valores pressóricos próximos aos encontrados na primeira avaliação de enfermagem (165 mmHg × 109 mmHg), com queixa de agitação, fadiga, aumento de peso para 85 kg; alteração dos batimentos cardíacos e dispneia aos esforços, referindo não se sentir bem com a medicação, de que informou não fazer uso contínuo, com referências a manutenção do mesmo estilo de vida.
Os dados evidenciam a presença hipertensão arterial grave, estágio três, conforme a classificação feita no III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial, e adotada pelo Ministério da Saúde.