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Homicidas, sequestradores, traficantes de drogas, pedófilos ou serial killers enquadram-se quase sempre naquela categoria de criminosos que cometem suas barbaridades independentemente da pena que o Código Penal estipula para elas. Para esse grupo, certamente os 50 anos de prisão, propostos recentemente pelo Congresso, não assustam nem mais nem menos que os 30 atuais. Porém, saber que esses mesmos bandidos, se presos e condenados por seus crimes, não sairiam da cadeia pelas próximas cinco décadas traria certo alívio para a população, que, então, passaria a torcer para que a justiça não lhes concedesse o benefício de sair antes. Há, no entanto, uma questão que parece mais crucial e urgente: a estrutura prisional brasileira. A maioria absoluta das nossas cadeias são sucursais do inferno na Terra. Não recuperam ninguém, misturam presos veteranos com iniciantes e negam a quase todos a possibilidade de reabilitação pelo estudo ou pelo trabalho. Assim, não há como melhorar o quadro.
O pronome “lhes” (R.11) refere-se ao antecedente “população” (R.10). O emprego do plural, nesse caso, justifica-se porque a concordância se dá com a ideia de plural que “população” denota.