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Há boas notícias vindas da frente de combate à morosidade da justiça. Em um tempo marcado pela popularização dos recursos da informática e da Internet, foi ficando cada vez mais anacrônico o aspecto soturno e as montanhas de papel das repartições e cartórios que ainda caracterizam boa parte dos diversos escaninhos e instâncias do Poder Judiciário. Mas, depois de se arrastar por anos, o processo de informatização da justiça dá sinais de avanços animadores. E, como ocorreu na maioria dos setores da iniciativa privada, são claros os indícios de que, uma vez transpostas as primeiras etapas de implantação dos sistemas informatizados e de treinamento do pessoal, as respostas a essa modernização são rápidas e irreversíveis. Apenas quatro meses depois de passar a receber os autos por meio digital e três após inaugurar a distribuição de processos exclusivamente por essa via, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) já está colhendo frutos que atestam os acertos da inovação. O tribunal já autuou mais de 30 mil processos eletrônicos e, desse montante, 4 mil foram decididos por despacho de um único ministro (forma monocrática). Em sua maioria, esses processos referem-se a recursos em tramitação na presidência e vice-presidência da casa. No mesmo período, os órgãos colegiados do TST julgaram 3.559 casos por meio eletrônico. O tribunal comemora os ganhos em celeridade e economia obtidos desde o início das operações digitais. Um exemplo foi a estreia, em 10 de setembro, da distribuição eletrônica de processos, quando 1.440 processos chegaram a seus destinatários em poucos minutos.
Mantém-se a correção gramatical do período ao se eliminar a preposição “de” em “indícios de que” (R.10).