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Até o século XVII, a química ainda não existia como ciência. Todos os experimentos químicos, como destilação, filtração e solução, eram realizados nos porões esfumaçados dos alquimistas, envoltos em uma aura de sigilo e mistério. Somente em 1661, o conhecimento técnico foi separado do misticismo.
Nesse ano, o cientista Robert Boyle publicou O Químico Cético, livro considerado o início da química moderna. Já no título da obra, Boyle abandonou o prefixo “al”, da palavra alquimia, como uma maneira de retirar a nova ciência do passado esotérico.
No conteúdo, escrito em forma de diálogo, Boyle rejeita a teoria grega dos quatro elementos propagada por Aristóteles (384 a.C.–322 a.C.), filósofo que influenciou todas as universidades da Europa na Idade Média. Em vez de água, ar, fogo e terra, Boyle defendia a teoria atomista, segundo a qual todas as coisas poderiam ser reduzidas a esferas indivisíveis. Para Boyle, os elementos químicos eram essas partículas primárias.
Embora posteriormente os cientistas tenham descoberto que é possível repartir os átomos, o pensamento de Boyle representou o pontapé inicial para o surgimento da nova ciência. A química deixou os porões dos alquimistas para ser discutida nos bancos acadêmicos.
Assinale a opção correta acerca das estruturas linguísticas do texto.