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Em A Condição Humana, a filósofa alemã Hannah Arendt afirma que “os homens são impelidos a agir”. O verbo agir, no idioma grego, significa, justamente, “começar”, “imprimir movimento a alguma coisa”. Essa noção do verbo agir estende-se, consequentemente, para a ideia de que existir como ser humano é o primeiro passo para se iniciar algo. “A ação e o discurso são os modos pelos quais os seres humanos se manifestam uns aos outros, não como meros objetos físicos, mas como pessoas. Essa manifestação, em contraposição à mera existência corpórea, depende da iniciativa”, assegura a filósofa. Por não sermos só um corpo que precisa de água e comida, mas seres movidos pelo desejo de dar sentido à vida, estamos em constante transformação, o que implica rever conceitos e posturas à medida que o tempo passa. Muito embora cada um de nós seja movido pelo próprio existir, dependemos também de relações com pessoas que, ao longo da vida, tornam-se coautoras dos nossos feitos. Até mesmo nas ações mais íntimas, que implicam rever valores pessoais, estabelecer novas relações e fechar ciclos, existe uma parceria autoral. Em maior escala, as iniciativas conjuntas são capazes de estabelecer novas condições de existência da humanidade como um todo.
Mantêm-se a correção gramatical e as relações argumentativas do texto ao se deslocar o vocábulo “só” (l.11) para antes da forma verbal “sermos” (l.11) ou para antes da forma verbal “precisa” (l.12).