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Setores significativos da sociedade começam a clamar por nova cultura de mobilidade, que promova a apropriação equitativa do espaço e do tempo na circulação urbana, priorizando o deslocamento em transporte coletivo, em bicicleta ou a pé, em substituição ao deslocamento em automóvel particular. Essa nova forma de ver a mobilidade deve promover o reordenamento dos espaços e das atividades urbanas, de forma a reduzir as necessidades de deslocamento motorizado e seus custos e construir espaços e tempos sociais em que se preserve, defenda e promova a qualidade do ambiente natural e os patrimônios históricos, culturais e artísticos das cidades e dos bairros antigos. A mobilidade urbana é, ao mesmo tempo, causa e efeito do desenvolvimento urbano e integra as ações dos principais agentes e fatores que afetam a forma como uma cidade se desenvolve. O Estado, o setor privado, os indivíduos, os processos migratórios, o valor da terra urbana e a dinâmica da economia são fatores que interagem de forma complexa, “produzindo” o meio urbano em que vivemos, e, desse modo, gerando as necessidades de deslocamento das pessoas e dos bens.
O atendimento às demandas de mobilidade evidencia a necessidade de controle do processo de expansão urbana, propugnando pelo desenvolvimento de cidades mais adensadas, em cujo território haja melhor distribuição das funções.
No trecho “haja melhor distribuição das funções” (R.24), o emprego do modo subjuntivo na forma verbal indica possibilidade, hipótese, e não a certeza de ocorrência de melhor distribuição de funções.