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O médico, preocupado com a atitude alheia da paciente com um câncer em estado avançado e fora de possibilidade terapêutica, questiona-a quanto à sua ciência do diagnóstico. Não obtendo resposta, faz-lhe um esclarecimento realista de sua situação atual e de seu mau prognóstico, visando à sua participação na decisão sobre as opções de cuidados de que ainda dispõe. Diante do esclarecimento, a paciente abaixa os olhos e se mantém calada, querendo evitar a continuidade daquele contato ou a proximidade com aquelas informações.
A reação da paciente ao esclarecimento realista acerca de seu diagnóstico e prognóstico pode precipitá-la em uma depressão e traduzir sua incapacidade de gerenciar crises.