///
Em todos os ambientes, a ética é importantíssima: não construímos uma sociedade que não dê atenção a ela. Mas, afinal, qual a sua origem, a sua explicação lógica? Os gregos diziam coisas variadas, de “lugar seguro onde convivemos com nossos iguais”, “código de conduta que proporciona harmonia aos relacionamentos” a “estado da mente que nos aproxima dos deuses”. Criativos, os gregos. É que a palavra ética deriva do grego ethos, que significa tanto costume ou hábito quanto caráter, mas também tem o sentido de habitação. Portanto, poderíamos dizer que ética pode significar o conjunto de hábitos que torna possível o convívio entre as pessoas.
Os romanos definiram ética como um código de conduta que facilita o relacionamento humano e permite a criação de um ambiente dotado de equilíbrio, justiça, progresso e harmonia. Era assim que eles queriam criar uma cultura que fosse a base de uma civilização inteira, e Roma só entrou em decadência quando a ética passou para a categoria das coisas menos importantes, por culpa de alguns imperadores corruptos e devassos.
O cristianismo também se ocupou dessa matéria, e acertou em cheio quando adotou o lema “faça aos outros o que desejas que façam a ti”. Estava, na verdade, falando de ética. Aliás, a ética, que é construída a partir de instruções e exemplos, tem três fontes bem definidas: a religião, as leis e a moral. De certa forma, a religião e as leis impõem uma conduta ética, pois estabelecem limites para as ações e definem castigos para a desobediência. Já a moral considera a ética como uma virtude que se basta por si mesma. Nesse caso, referimo-nos à ética como uma espécie de “filosofia moral” — esse é seu melhor formato.
Dessa forma, somos éticos porque isso nos faz bem, não porque temos medo de uma punição. Se você não infringe uma lei de trânsito porque você a aceita, você é ético. Se você só respeita aquela lei porque tem um guarda na esquina, você não é.
Das ideias do texto conclui-se que a ética, antes constituída de simples práticas morais, hoje, é um conjunto de normas legalmente estabelecidas para o bom funcionamento de uma sociedade.