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A desigualdade e a sustentabilidade estão diretamente ligadas aos desequilíbrios na inclusão das pessoas nos processos produtivos. A mão de obra, a nossa imensa capacidade ociosa de produção, mais parece um problema do que uma oportunidade. O fato essencial para nós é que o modelo atual subutiliza a metade das capacidades produtivas do país. Evoluir para formas alternativas de organização torna-se simplesmente necessário.
Assim, o drama da desigualdade não constitui apenas um problema de distribuição mais justa da renda e da riqueza: envolve a inclusão produtiva digna da maioria da população desempregada, subempregada, ou encurralada nos diversos tipos de atividades informais. Um PIB que cresce mas não inclui as populações não é sustentável.
No âmbito global, esse é um problema que atinge quase dois terços da população mundial a quem se trava o acesso ao financiamento, às tecnologias, ao direito de cada um ganhar o pão da sua família.
O uso da preposição “a” antes do pronome “quem” (R.16) é exigência da relação entre o verbo travar e a expressão “dois terços da população mundial” (R.16); mas o uso da mesma preposição antes das palavras “financiamento”, “tecnologias” e “direito”, todas na linha 17, é exigência da palavra “acesso” (R.17).