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Os EUA se manterão como a maior economia do planeta pelos próximos vinte anos, mesmo que a China consiga sustentar, nesse período, um ritmo de crescimento acelerado, como o atual (o que é improvável). E nessa condição de principal economia do mundo, ainda na vanguarda da corrida tecnológica e com renda média elevada, o mínimo que se pode esperar dos EUA é uma competição leal, que leve em conta as debilidades de nações que se esforçam para se desenvolver. Os norte-americanos perderam para os chineses, por pequena diferença (e em decorrência da forte crise financeira que os atingiu), a posição de maior parceiro comercial do Brasil, não considerando a União Europeia como um todo. Mas têm longo histórico de liderança nesse intercâmbio que deveria pesar em favor de um bom entendimento entre os dois países na área comercial, tal qual o relacionamento político, com mais pontos de convergência do que de divergência. Os EUA são não só um país industrializado, mas estão entre os maiores produtores e exportadores de alimentos e matérias-primas. Em alguns desses segmentos, a atividade é impulsionada por subsídios ou barreiras protecionistas, garantidos por atos do Congresso. É uma política questionada nas negociações multilaterais, não apenas pelo lado filosófico, conceitual, mas porque há casos específicos que ferem claramente as regras vigentes e acordadas na Organização Mundial do Comércio, cuja existência, importantíssima para o fortalecimento do comércio internacional, se deve muito aos EUA.
A forma verbal “têm” (R.12) concorda corretamente com o sujeito, oculto, que se refere ao seguinte termo antecedente