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Repórter – As empresas já se convenceram de que ser ético e socialmente responsável é lucrativo?
Ricardo Young – Quem não enxerga a importância da sustentabilidade corre um sério risco de obsolescência intelectual e analfabetismo em relação ao seu tempo. E não se trata de ser ou não ser lucrativo. A responsabilidade social tem a ver com a capacidade de permanecer ou não no mercado. Em uma empresa socialmente responsável, pode-se catalisar a inteligência instalada e lhe dar uma direção e um sentido. Isso fortalece a empresa, torna-a mais competitiva, aumenta a autoestima e a dedicação dos funcionários, amplia o sentimento de pertencimento — a vida das pessoas, em vez de ser ameaçada pelo trabalho, é fortalecida por ele. Essas empresas têm melhores condições de desempenho e, portanto, de prolongar sua vida.
Subentende-se da argumentação do texto que, hoje, a capacidade de uma empresa “permanecer ou não no mercado” (R.7) independe do conceito tradicional de lucro.