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Eu sempre disse que John Maynard Keynes viverá enquanto o mundo precisar dele. O que o mundo decidiu, 30 anos atrás, foi que não precisava mais de Keynes: o sistema de mercado se autocorrigia automaticamente; o keynesianismo só levava à inflação.
A grandeza de Keynes, e, na verdade, a sua singularidade como economista, é o fato de ele ter sido mais do que um economista. Além de ser um brilhante teórico e um grande administrador, ele foi o único poeta da natureza humana na área da economia. Ele tentou colocar a sua poesia a serviço da ciência e das políticas de governo. Mas tal proposta não se adequava bem à realidade, conforme ele próprio reconheceu em parte. A parte poética e a científica da sua teoria eram discordantes. Assim, a poesia foi extirpada, e, com isso, a sua ciência também veio abaixo.
De acordo com os teóricos, ele nunca conseguiu demonstrar por que agentes racionais deveriam desprezar negócios que os beneficiariam.
Assim que a ciência de Keynes se foi, restou pouco ou nada das políticas keynesianas: tudo o que é necessário à economia é um sistema bancário central, cujos princípios são anteriores à economia de Keynes.
Da perspectiva do “eu” do texto, o pensamento keynesiano continua vivo.