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O Banco Central do Brasil (BACEN) informa que a economia vai crescer 5,8% este ano, graças ao aquecimento do mercado interno e à expectativa de safra recorde de grãos. Contudo, essa tendência deve ressuscitar antigos problemas de infraestrutura. Com a crise internacional (2008/2009), que derrubou a demanda no mundo inteiro, o país ganhou alívio nos portos, ferrovias, estradas e energia elétrica. Mas essa folga não é mais a mesma, e os principais indicadores do setor — como a venda de caminhões, o consumo de diesel e o fluxo nas estradas — indicam que o patamar da pré-crise se aproxima. A maior preocupação de especialistas e empresários está na logística de transporte, que andou pouco durante o ano passado por causa da retração dos investimentos. A expansão das ferrovias não foi suficiente para chegar a algumas áreas produtoras, como o Mato Grosso, o maior produtor de soja do país (26%), que tem apenas alguns quilômetros de ferrovia, na divisa com Goiás. A carga acabou indo para as rodovias, por causa também da baixa capacidade das hidrovias. Pelas rodovias passam 62% de tudo que é transportado no país. O setor portuário também vê recuperação no volume de cargas. Há expectativa de crescimento médio de 7% este ano, impulsionado pelas exportações de grãos. As importações devem evidenciar ainda mais as fragilidades dos portos. O país foi salvo pela crise. Mas qualquer crescimento de 4% ou 5% trará à tona as deficiências da infraestrutura. Vê-se, portanto, que para crescer 5,8% ou mais este ano e nos vindouros, conforme o BACEN, o país terá de investir pesado em infraestrutura. Senão corre o risco de ver sua economia amargar o voo da galinha.
Nas linhas 8 e 10, a substituição dos travessões por vírgulas prejudica a correção gramatical do período.