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Uma criança com 41 semanas e 6 dias de gestação nasceu sem respirar e envolta em mecônio espesso. Ela foi reanimada de acordo com os procedimentos estabelecidos nas normas das Sociedade Brasileira de Pediatria e Norte-americana de Cardiologia. Como não respirava espontaneamente, no quinto minuto de vida foi submetida a cuidados intensivos neonatais, sob ventilação artificial e cateterização umbilical arterial e venosa. Uma radiografia do tórax mostrou opacidades irregulares permeadas por áreas hiperinsufladas. Na sexta hora de vida, o neonato apresentou movimentos de piscar os olhos, de mastigar e de pedalar que persistiram até ser medicado. No terceiro dia de vida, o quadro evoluía grave, ainda dependente de ventilação artificial, com hipotensão arterial, taquicardia e má perfusão periférica. Apresentou parada cardiorrespiratória no quarto dia de vida e morreu.
Essa criança deveria ter recebido, após a reanimação, como suporte inicial, reposição hidreletrolítica em uma taxa hídrica de 120 mL/kg, glicose em uma taxa entre 4 mg/kg/min e 8 mg/kg/min e cálcio em uma dose entre 6 mEq/kg/dia e 8 mEq/kg/dia.