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Em Niterói (RJ), as intensas chuvas de curta duração ocorridas em abril de 2010 provocaram muitas inundações e deslizamentos, com a morte de 165 pessoas no município, sendo 47 na ocupação conhecida como Morro do Bumba. Uma imagem de satélite, feita em 2006, mostra como era o Morro do Bumba antes da tragédia: uma encosta coberta de casas, que aparentava apenas mais uma ocupação irregular de baixa renda entre tantas outras da região. Mas era muito pior. O Morro do Bumba era um grande depósito de lixo a céu aberto, com terreno instável, perigoso, onde nada, rigorosamente nada, deveria ser construído. O depósito foi desativado em 1981. De lá pra cá, o morro foi totalmente ocupado. Moradores mais antigos da região acompanharam tudo. “O lixo foi subindo, subindo, subindo, e virou um morro. Habitaram em uma lixeira como se fosse morro”, disse uma moradora.
Suponha que, no final da década de 1970 do século passado, antes, portanto, de sua ocupação pelos moradores, a área do Morro do Bumba tenha sido classificada, após vistoria técnica, como aterro sanitário. Nessa situação, procedeu-se à classificação da área de forma correta.