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O que aprendi ao resgatar animais Escrito por Patricia Andrade Varela Favano e editado por Débora Zanelato, em 06/11/2019. Minha vida começou a ser transformada há 15 anos, depois de ter pedido um aumento ao meu então chefe. Eu trabalhava com processamento de dados e havia conseguido uma vaga na IBM. Morava nos Estados Unidos por causa do emprego e viajava bastante. A companhia tinha convênio com muitas marcas, então, quando meu chefe perguntou se eu queria um aumento para comprar um carro novo, até interessado em me ajudar através dessas parcerias, eu caí na real. Tinha 27 anos e comecei a me questionar: “O que eu estou fazendo aqui? Por que quero mais dinheiro para comprar mais coisas de que não preciso?”. Me vi no meio de uma sociedade consumista, cujo apelo por mais e mais é extremo, e o sentimento de insegurança diante do medo da falta é igualmente grande. O pedido de aumento virou um pedido de demissão: eu estava decidida a largar aquilo tudo. Eu já era iniciada na meditação havia dez anos, e resolvi ir para a Índia atrás de respostas. Algumas pessoas ficaram surpresas com minha decisão, mas eu não acreditava mais naquele mundo em que eu vivia, naquela rotina cheia de horários para entrar e sair, me sentia consumida por um capitalismo cruel. Decidi que ficaria na Índia até calar as minhas perguntas – e eu tinha vários questionamentos. Em 2007, já no Brasil, decidi me mudar de São Paulo, junto com Vitor, meu marido. Hoje vivemos na zona rural da cidade de Camanducaia, sul de Minas Gerais, em um sítio simples no meio de uma montanha, que nomeamos de Santuário Vale da Rainha. Aqui vivem animais de grande porte que sofriam maus-tratos e foram resgatados, e hoje cuidamos uns dos outros.
Assinale a alternativa CORRETA com relação ao gênero textual lido: