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Mauricio de Sousa, prestes a fazer 90 anos e longe dos gibis, vê sua vida virar filme
Mauricio de Sousa não escreveu o filme sobre sua vida, que estreia na próxima quinta (23), mas ajudou a fazer o esboço. Na pandemia, sem poder sair de casa, passava horas no telefone contando causos antigos ao roteirista e atores. Falou da vez em que se perdeu navegando uma balsa, do joelho que tremia de nervoso quando cantava nos shows de talentos, da avó que o fez se apaixonar pelas cores do cinema, "Lembrei mais uma história", dizia ele a cada novo telefonema.
Foi munido desse acervo que Mauricio traçou a jornada que o transformou no quadrinista mais importante do Brasil. Prestes a completar 90 anos, o criador da "Turma da Mônica" ganha agora a cinebiografia "Mauricio de Sousa: O Filme", que chega quatro dias antes de ele assoprar as velinhas.
Não haverá uma megafesta de aniversário. Mauricio está reduso e deve celebrar em casa, só com a família. Parou de dar entrevistas e cancelou da última hora, nesta quarta (15), uma rara aparição pública — iria à cerimônia de abertura da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo para receber uma homenagem. O filho, Mauro, que o interpreta nos cinemas, o substituiu e disse que o pai estava em casa, quietinho.
"O filho, Mauro, que o interpreta nos cinemas, o substituiu e disse que o pai estava em casa, quietinho" (3º parágrafo). As palavras em destaque são classificadas respectivamente como: