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Ruy Castro é eleito para a Academia Brasileira de Letras
Jornalista e escritor ocupará a Cadeira 13 da instituição, que era do acadêmico Sergio Paulo Rouanet
O escritor e jornalista Ruy Castro foi eleito para a Cadeira 13 da Academia Brasileira de Letras. Ele irá ocupar a vaga que ficou aberta em julho, com o falecimento, aos 88 anos, do acadêmico Sergio Paulo Rouanet.
Favorito absoluto desde que se inscreveu para a eleição, Ruy fez 32 votos, superando com facilidade os candidatos Jackeson dos Santos Lacerda, Rodrigo Cabrera Gonzales, Elói Angelos G. D 'Arachosia, André Amado e Raquel Naveira.
— A Cadeira 13 é extraordinária. Ela começou com o Visconde de Taunay, um grande romancista do começo do século XX, e ele escolheu como patrono o Francisco Otaviano, um dos pais da imprensa brasileira — contextualiza Ruy. — Também foi ocupada por Augusto Meyer, que abasteceu milhares de bibliotecas nos 30 anos em que foi diretor do Instituto Nacional do Livro. Depois, por Francisco de Assis Barbosa que, além de ter sido um grande jornalista dos anos 1930 e 1940, foi quem organizou toda a obra do Lima Barreto e fez sua primeira grande biografia. Por fim, tivemos o grande Sergio Paulo Rouanet. Ou seja, não pode haver cadeira mais maravilhosa, com antecessores que, como eu, foram jornalistas que se tornaram escritores. Tenho que fazer jus a todos eles.
O novo imortal é conhecido como um dos principais biógrafos do país. Nascido em Caratinga (MG), em 1948, ele passou por importantes veículos de imprensa a partir dos anos 1960. Como jornalista iniciante, chegou a cobrir a posse de João Guimarães Rosa em 1967. Em 1992, lançou o primeiro grande sucesso, "Chega de saudade", em que reconstrói o movimento da bossa nova através de seus protagonistas.
Presidente da ABL, o colunista do GLOBO Merval Pereira, destaca o talento do novo imortal como biógrafo e romancista: — Ruy Castro é um grande escritor, biógrafo formidável não apenas de grandes nomes, como Garrincha, Nelson Rodrigues, mas da cidade do Rio e de movimentos fundamentais da nossa cultura, como a bossa nova. Seu mais recente romance, "Os perigos do Imperador" (2022), é exemplo do exímio escritor que é.
Em “Favorito absoluto desde que se inscreveu para a eleição, Ruy fez 32 votos [...]” (2º parágrafo), o conectivo destacado expressa a ideia de: