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Como a poluição ameaça a vida na Terra
Um dos responsáveis pela revolução que vem transformando a maneira como vivemos é, inegavelmente, o plástico. Nas suas mais variadas formas, atendendo às mais diferentes necessidades do nosso dia a dia, como utensílios domésticos, brinquedos, peças automotivas, calçados, embalagens, enfim uma infinidade de produtos.
Desde 1950 a humanidade já produziu 8,3 bilhões de toneladas de plástico. Desse montante, cerca de 6,3 bilhões já foram descartadas. E, se continuarmos nesse ritmo, pesquisadores apontam que, em 2050, haverá mais de 12 bilhões de toneladas de resíduos plásticos.
Mas os plásticos não trazem apenas benefícios à humanidade. Apesar de o seu uso ser tão amplamente difundido, grande parte do lixo que produzimos diariamente é composta desse material. Hoje, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens. Cerca de 80% das embalagens são descartadas após apenas uma vez!
A maioria dos plásticos não é biodegradável, portanto os resíduos plásticos que estamos gerando nos acompanharão por séculos e acarretando sérios problemas ambientais. Os impactos do plástico na natureza começam bem antes, na extração de matérias-primas e no seu processo de produção, uma vez que os plásticos são obtidos principalmente a partir do petróleo.
Os números do uso de plástico, no entanto, não param de crescer. Em 2016, 5,8 bilhões de toneladas de produtos plásticos foram produzidas no Brasil. Dessa quantidade enorme, apenas 9% são reciclados, a sua grande maioria (79%) acaba sem tratamento nos aterros sanitários, lixões e no meio ambiente.
É o ecossistema marinho que mais sofre com os plásticos. A cada ano, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos e, até 2050, estima-se que 99% das aves marinhas terão ingerido plástico. Boa parte desse volume é composta por descartáveis, como copos, sacolas, canudos, garrafas, e microplásticos (pequenas partículas), incluindo as microesferas usadas em produtos cosméticos.
Todo esse plástico acaba atrapalhando a navegação, sujando praias e matando animais, que ingerem o material por confundirem com alimento. A poluição das águas, a morte de animais e o prejuízo para o turismo alcançam pelo menos US$ 13 bilhões ao ano.
A responsabilidade sobre as toneladas de lixo jogadas todos os anos nos oceanos do mundo é compartilhada. Trata-se de um problema sistêmico cuja solução poderá vir da ação de empresas e do poder público, mas também de indivíduos e da sociedade civil.
Leonardo Borges (Disponível em: http://autossustentavel.com/2018/06/poluicao-plastico-mares-limpos.html)
No quinto parágrafo, o emprego de “no entanto” ressalta o seguinte pressuposto, na perspectiva exposta no texto, a respeito do plástico: