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Novo estudo do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) mostra as cinco principais causas de ocorrências na região.
Cerca de 75% dos resgates por afogamento no Ceará são realizados na Praia do Futuro, em Fortaleza, de acordo com novos dados do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE). O órgão divulgou um estudo que mostra as cinco principais causas de ocorrências na região.
Entre janeiro e junho deste ano, o Ceará registrou 347 afogamentos. Fortaleza lidera as estatísticas, com 262 ocorrências. Outro município que merece atenção é Caucaia, na Região Metropolitana, com 32 casos. Em Jijoca de Jericoacoara, foram seis ocorrências; Sobral teve cinco casos e Quixeramobim, apenas um.
“Os guarda-vidas atuantes na Praia do Futuro enfrentam riscos recorrentes e específicos, resultantes das condições oceanográficas locais, da geografia submarina e do comportamento dos frequentadores.”, aponta o Corpo de Bombeiros.
Os cinco riscos mais críticos identificados no levantamento são os seguintes: correntes de retorno, grandes desníveis no fundo do mar, topografia irregular da região, instabilidade natural e presença de caravelas-portuguesas e águas-vivas.
As correntes de retorno (ou rip currents) são o principal fator de risco de afogamentos na Praia do Futuro, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Elas surgem quando a água que se acumula na faixa de areia é devolvida ao mar por canais estreitos e potentes. “Essas correntes costumam ser disfarçadas pela aparência calma da superfície, com águas mais escuras e sem ondas, o que leva o banhista desavisado a entrar justamente na área mais perigosa. Uma vez dentro da corrente, o indivíduo é arrastado rapidamente para o mar aberto, dificultando o retorno à margem.”, aponta o estudo.
Outro aspecto apresentado no estudo é que o fundo do mar da Praia do Futuro apresenta desníveis abruptos que formam buracos conhecidos como valões. “Esses buracos, muitas vezes ocultos sob águas tranquilas, podem ter profundidade de até três metros e causar perda repentina de sustentação, surpreendendo mesmo nadadores experientes.
A topografia irregular da região também contribui para a formação de piscinas naturais enganosas, que transmitem falsa sensação de segurança. “Ao identificar essa situação, o banhista deve se afastar.”, alerta o órgão.
A instabilidade natural das condições de maré, vento e relevo submarino também é um fator importante. Isso significa que, durante o dia, o nível da água e a intensidade das correntes mudam frequentemente, tornando áreas seguras em locais de risco em questão de minutos. “É preciso ficar atento aos arredores e movimentações. Essas mudanças exigem que os postos de guarda-vidas adaptem constantemente a sinalização de segurança, reforçando o papel da atenção e da prudência dos banhistas.”, adverte o estudo.
A região da Praia do Futuro também apresenta risco biológico devido à presença de caravelas-portuguesas e águas-vivas. “Esses organismos, ao entrarem em contato com a pele, causam queimaduras intensas, ardência e, em alguns casos, reações alérgicas graves. O Corpo de Bombeiros orienta que, nesses casos, o ideal é lavar o local com vinagre ou água do mar, jamais aplicar água doce, e procurar atendimento médico se necessário.”
Considerando o texto apresentado, atente para as seguintes afirmações:
I. As condições oceanográficas locais e o comportamento dos frequentadores são oriundos dos riscos recorrentes e específicos enfrentados pelos guarda-vidas atuantes na Praia do Futuro.
II. As características da geografia submarina é uma das causas dos riscos recorrentes e específicos enfrentados pelos guarda-vidas atuantes na Praia do Futuro.
III. Devido ao comportamento dos frequentadores, os guarda-vidas atuantes na Praia do Futuro enfrentam riscos recorrentes e específicos.
IV. Como os guarda-vidas atuantes na Praia do Futuro enfrentam riscos recorrentes e específicos, o comportamento dos frequentadores deixa a desejar.
Está correto o que se afirma somente em