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A ideia do caboclo ribeirinho pescador, cultivador de quintais ou roçados e criador de pequenos animais está sendo ultrapassada por uma nova categoria há muito tempo conhecida, o ribeirinho apanhador de esmolas de embarcações. Uma verdadeira “mendicância ribeirinha” nos rios da Amazônia. Atividade que é reflexo da falta de oportunidade para a geração de renda satisfatória e digna, negada à grande maioria dos habitantes da região. Na passagem de embarcações, que transportam pessoas na Bacia Amazônica, os ribeirinhos esperam que lhes sejam jogados objetos ou comida dentro de sacolas em direção ao rio. Independentemente do que estiver dentro da sacola, o ribeirinho a apanha. Este ato, na maioria das vezes, traduz a boa vontade do passageiro. Porém, também vicia o ribeirinho a pedir. Todas as vezes que passar uma embarcação no rio, o ribeirinho sairá de seus afazeres, de sua casa, para pegar a canoa e sair “mendigando” mixarias ou restos. Este fato até já virou atração turística nos rios da Amazônia.
SILVA, Christian N. da. Mendicância nos rios da Amazônia: uma realidade vergonhosa ou atração turística? In: ABAURRE, M. L. M. & ABAURRE, M. B. M. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo: Moderna, 2007. Adaptação.
Não devemos dar um significado pejorativo à “esmola” que é dada hoje como era feito no passado, associando-a às pessoas que passam fome. É um ato de solidariedade da sociedade civil, através das suas empresas, instituições e pessoas comuns que, em face da tragédia e do sofrimento, mobilizam-se para testar o mínimo da assistência indispensável à própria sobrevivência das populações atingidas por catástrofes climáticas, tais como a seca, as inundações, os terremotos, os furacões e outras. Não é apenas um gesto bonito e louvável, mas, na prática, um quilo de alimento doado pode significar a diferença entre a vida e a morte de uma criança, por exemplo. E os necessitados agradecem esse auxílio.
MENDONÇA, J. C. P. Esmolas da seca. In: ABAURRE, M. L. M. & ABAURRE, M. B. M. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo: Moderna, 2007.
Assinale a opção em que a substituição do pronome relativo “que” pela forma sugerida não compromete a gramaticalidade da frase.