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Vozes da seca
Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas, doutô, uma esmola a um homem que é são
Ou mata de vergonha ou vicia o cidadão.
(...)
Dê serviço ao nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da esmola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juro sem gastá nossa corage
Se o doutô fizé assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mecê tem na vossa mão.
Os verbos destacados em “Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage / Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage.” (linhas 6-9 – texto 2), referem-se ao interlocutor tratando-o por você. Caso a forma de tratamento fosse “tu”, as formas verbais destacadas ficariam, respectivamente: