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A ideia de que o fim da Aids está próximo começa a ser propagada em eventos internacionais sobre a doença, mas ela serve apenas como "cortina de fumaça" para que governos escondam o corte de recursos para os programas e a falta de acesso a antirretrovirais mais modernos. Para o antropólogo americano Richard Parker, 60, professor titular emérito na Universidade de Columbia (Nova York), apesar dos avanços reais no tratamento da Aids, há desafios imensos, como o fato de que 50% dos doentes não têm acesso à terapia. O diretor-presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids diz que até o bem-sucedido programa de HIV/Aids do Brasil começou a perder força, com dificuldade de incorporar drogas mais caras e problemas de logística.
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