///
Na segunda semana do governo Temer, cai o primeiro ministro flagrado em aberta conspiração para boicotar a Lava-jato. E, com isso, vem a público todo um universo que estava nas sombras: os políticos estão desesperados com o avanço das investigações DANIEL PEREIRA
EM 19 DE JUNHO DE 2015, a Polícia Federal prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do Brasil. Batizada de Erga Omnes, expressão latina que significa que a lei vale para todos, a ação teve o efeito de um terremoto em Brasília. Ficava claro para os políticos que ninguém seria poupado pela Operação Lava-jato, nem mesmo as figuras mais proeminentes da República. Ali, disseminou-se a convicção de que os políticos precisavam reagir, sob pena de também expiarem seus pecados na cadeia.
Os trechos de diálogos abaixo apresentados reproduzem a fala de três políticos citados na reportagem A HORA DO PÂNICO. Vejamos:
| I. “Tem que resolver essa p...! Tem que mudar o governo para poder estancar essa sangria”. (Senador Romero Jucá) | II. “Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Porque aí você regulamenta a delação e estabelece isso”. (Senador Renan Calheiros) | III. “Tem total acesso ao Teori. Muito, muito, muito acesso. Eu preciso falar com César” (Ex-presidente José Sarney) |
O tema comum a todos é a tentativa de silenciar as descobertas da Operação Lava-jato. Nessas falas identificamos locuções verbais, formadas com a ajuda de um verbo auxiliar modal: “tem que resolver”; “pode fazer”; “preciso falar”. Indique a alternativa que especifica o sentido expresso por esses auxiliares, respectivamente: