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A falta de memória do público continua sendo um dos aliados mais fiéis dos meios de comunicação. O que seria dos órgãos de imprensa em geral se os leitores, ouvintes e espectadores se lembrassem, realmente, do que os comunicadores lhes dizem a cada dia, principalmente a respeito dos assuntos considerados fundamentais para o entendimento do país, do mundo e da vida? Diante da quantidade de má informação, análises desmentidas pelos fatos e julgamentos sem lógica que a “mídia” serve em todos os seus formatos, é um espanto que alguém ainda acredite na maior parte daquilo que se pública, neste Brasil e neste planeta. Mas o fato é que os consumidores de notícias e opiniões vivem esquecendo os disparates que consomem – ou, caso se lembrem, não se importam em continuar consumindo mais do mesmo, e levando a sério o que lhes dizem os jornalistas. A Olimpíada do Rio de Janeiro ficará marcada como um dos grandes clássicos nacionais desse tipo de fenômeno. Alguém ainda se lembra da catástrofe sem paralelo que os jogos seriam para o Brasil? Pois é.
No texto, o esquecimento é apontado como uma característica dos leitores. A ideia de persistência desse comportamento é sinalizada gramaticalmente através do emprego dos verbos auxiliares que integram as locuções verbais abaixo listadas, com exceção daquela que se apresenta na alternativa: