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O isopor dela foi parar no “lixão”
Depois de liderar uma campanha para que seus vizinhos passassem a reciclar o lixo, num prédio de São Paulo, a economista Liz Pontes Moreira, 45 anos, sofreu duas decepções. Primeiro, ela e os outros viram os restos se acumular duas semanas a fio na lixeira, sem que a cooperativa de catadores cumprisse o combinado: removê-los. Depois, foi a vez de a empresa particular que havia sido acionada pelo síndico falhar. Ao ligar para a firma, Liz foi informada pelo gerente: “Enviamos uma parte do lixo da senhora para o ‘lixão’”. A razão? “Isopor e caixas longa vida não valem nada neste mercado”. Desiludida, a economista resolveu deixar o lixo num posto de coleta.
Veja, n. 2.204, São Paulo, p. 119, 5 set.2007.
Em relação ao tipo de discurso utilizado no trecho: Enviamos uma parte do lixo da senhora para o “lixão”, (linhas 9 e 10) a voz do gerente está: