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Leia o trecho do livro Emília no País da Gramática, no qual temos um diálogo entre Pedrinho e Dona Benta: Pedrinho fez bico, mas afinal cedeu, e todos os dias vinha sentar-se diante de Dona Benta, de pernas cruzadas como um oriental, para ouvir explicações de gramática.
“Ah, assim, sim – dizia ele. Se meu professor ensinasse como a senhora, a tal gramática virava brincadeira. Mas o homem obriga a gente a decorar uma porção de definições que ninguém entende: ditongos, fonemas, gerúndio...”
LOBATO, Monteiro. Emília no país da Gramática. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 7.
Levando-se em consideração o ensino de gramática nas escolas hoje e o texto acima, pode-se inferir que: I - A aversão pelo ensino de gramática é antiga, pois o que vemos nas escolas, com raras exceções, são professores repetindo a doutrina da gramática normativa que, muitas vezes, nem eles mesmos dominam integralmente.
II - Na maioria das práticas didáticas de Língua Portuguesa, o ensino de gramática se resume a terminologias de metalinguagem e a descrições morfossintáticas e fonéticas.
III - O ensino de gramática, nas escolas, hoje, leva em consideração as diversas variações linguísticas que há em nossa sociedade, muito longe da forma como Pedrinho aprendeu, e isso se pode constatar na nossa realidade.
IV- Se o professor de Pedrinho ensinasse gramática fazendo uma abordagem da língua com referência aos seus usos ou situações comunicativas em que é produzida, Pedrinho, provavelmente, iria gostar de estudar gramática.
Está(ão) correta(s):