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A história que vou contar trata de um fato que aconteceu em todo Nordeste, com a migração para o Sul de pessoas que daqui saíam com o intuito de trabalhar e sobreviver. Para transportar esse povo, criou-se o pau-de-arara.
Quem ia, vendia os cacarecos. Quem não os tinha ia assim mesmo, sem nada e os fazendeiros pagavam as suas despesas, e assim, ficavam presos a ele. A sorte estava lançada. Quem pegava um bom patrão, tudo bem. Mas, também tinha fazendeiro que tratava os araras, realmente, como escravos. [...]
(Hamilton Marinho. In: Pau-de-Arara, 2011, p. 5-6)
O termo “pau-de-arara” é um vocábulo próprio do Nordeste que: