///
Soneto Amazônico
Sobre as águas pitingas do Arawá
Ygara que desliza calmamente
Entre galhos – caniços de araçás
No reflexo dourado quase ausente.
Do peribuxim em seu ocaso
Mariscamos louvando ao criador
Como o pirá a boiar – puro ornato
Natureza ao pescar do pescador
Tanto! tantos pirás ó remador!
Vem pegar o pirá mariscador,
E jogar no pitinga paraná.
E pegar nesses tempos, mariscados
Sob a aratuba do peitamarraro
Enquanto não perece o xamatá.
O texto de Yaguarê Yamã representativo da literatura indígena revela