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Desde a revolução urbana brasileira, consecutiva à revolução demográfica dos anos 50, tivemos, primeiro, uma urbanização aglomerada, com o aumento do número – e da respectiva população – dos núcleos com mais de 20.000 habitantes, e em seguida uma urbanização concentrada, com a multiplicação de cidades de tamanho intermédio para alcançarmos, depois, o estágio da metropolização, com o aumento considerável do número de cidades milionárias e de grandes cidades médias. [...]. Falava-se de três níveis de hierarquia urbana no país: um sistema metropolitano, um sistema de cidades médias e um sistema de cidades pequenas. (SANTOS, M. e SILVEIRA, L. O Brasil: Território e Sociedade no Inicio do Século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2008.)
Sobre o processo descrito, analise as afirmativas.
I - Aumenta o número de cidades locais e sua força, assim como o dos centros regionais, ao passo que as metrópoles regionais tendem a crescer relativamente mais que as metrópoles do Sudeste.
II - Assistimos no Brasil a um fenômeno paralelo de metropolização e desmetropolização beneficiado em grande parte pelo jogo dialético entre a criação da riqueza e criação da pobreza sobre o mesmo território.
III - As metrópoles regionais passam a manter regularmente relações nacionais e mudam de qualidade, as cidades de porte médio passam a acolher maiores contingentes de classes médias e letradas, indispensáveis a uma produção material, industrial e agrícola.
IV - O tamanho das cidades não influencia na divisão interurbana e intraurbana do trabalho, todas as cidades abrigam uma extensa gama de atividades, com exceção das metrópoles locais que apresentam estreitas ligações com os fluxos e fixos internacionais.
Está correto o que se afirma em