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Gabola, gabarola, cabotino, meus colegas não me perdoavam por ostentar os livros autografados do meu pai nos corredores da faculdade de letras. E arriscando-me a aborrecê-los mais um pouco, eu não resistia a me referir sem cerimônia aos autores assíduos na minha casa, o João, o Jorge, o Carlos, o Manuel. O Sartre? De passagem por São Paulo fez questão de nos visitar com a Simone, extrapolei numa aula de filosofia.
(BUARQUE, Chico. O irmão alemão. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 47)
No trecho acima verifica-se uma ideia que sinaliza a presença de um juízo autovalorativo exacerbado. Essa ideia está contida em