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Considere o seguinte estudo de caso fictício: Fernanda, estudante do ensino médio, com 17 anos de idade, procura o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município, encaminhada pelo médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro. É acolhida pelo psicólogo, que realiza, juntamente com outros profissionais da equipe, uma entrevista de triagem. Questionada a respeito do problema que a trouxe ao CAPS, ela relata que nos últimos meses os colegas da escola estão olhando para ela o tempo todo, fazendo comentários a seu respeito. Fernanda relata perceber isso pela forma como os colegas a observam, rindo dela. Ela relata que não entende por que eles estão fazendo isso, pois costumavam ser amigos e ela era convidada para sair com eles. Fernanda desconfia que essa atitude dos colegas tem a ver com o fato de que ela vem recebendo mensagens pelo rádio e pela TV. Explica que são mensagens codificadas a respeito dela mesma e que somente ela conseguia entender.
Na última semana, conforme relata, estavam no refeitório, a TV estava ligada, e então ela começou a identificar uma mensagem. Ela chamou a atenção de alguns colegas que estavam próximos, para que eles também ouvissem a mensagem; contudo, ninguém mais, além dela, conseguia ouvir. Foi então solicitado que os responsáveis a levassem à UBS do seu bairro, como uma indicação de avaliação pelo médico e encaminhamento urgente para o serviço de saúde mental (CAPS). Dois dias depois a mãe a levou para a UBS e o médico prontamente a encaminhou para o CAPS, para avaliação e tratamento aplicável.
A partir desse estudo de caso fictício, assinale a alternativa que descreve a hipótese diagnóstica e o encaminhamento mais coerentes, de acordo com os critérios propostos pela Classificação Internacional das Doenças (CID 11).