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O caso clínico a seguir é referência para as questões 33 a 36.
Aos 39 anos de idade e portador de hipercolesterolemia familiar, o empresário W.R.J., atualmente com 54 anos, foi submetido a cirurgia torácica para colocação de prótese cardíaca. Desde então faz uso controlado do anticoagulante Marcoumar®. Em janeiro de 2015, passando férias no Balneário Gaivotas, litoral paranaense, feriu-se na altura do cotovelo direito ao brincar na areia com seus filhos. Na manhã seguinte, cerca de 20 horas após o acidente, sentiu-se “quente”, e um termômetro doméstico registrou 38,5 °C de temperatura. Sem perda de tempo, foi ao pronto-socorro local e o médico de plantão imediatamente prescreveu Bactrim®, cujo efeito antibacteriano atinge amplo espectro de germes patogênicos Gram positivos e negativos. Passadas 48 horas, apresentava “calombos” (provavelmente nódulos) nas axilas e a região machucada estava tão inchada que mal podia dobrar o braço; a área avermelhada, dolorida e quente, espalhou-se pelo braço e antebraço. A febre, embora mais moderada, ainda estava presente. Novamente procurou o médico, mas dessa vez foi ao seu cardiologista, o qual, devido à sua condição e suspeitando de celulite infecciosa, internou-o para observação e tratamento endovenoso imediato com Kefazol®, um antibiótico de espectro amplo contra diferentes tipos de microrganismos. Solicitou, além de um ECG e de ecocardiogramas transtorácico e transesofágico, vários exames laboratoriais, como hemograma, hemocultura, tempo de protrombina (TP) e parcial de urina, entre outros.
O anticoagulante utilizado nesse caso atua como inibidor da síntese de fatores da coagulação dependentes de vitamina K. Sintetizada no fígado, essa vitamina promove a carboxilação dos resíduos do ácido glutâmico nessas moléculas, em um círculo de oxirredução em que é reduzida à hidroquinona, cedendo o radical hidroxila aos fatores sanguíneos. Os fatores de coagulação dependentes de vitamina K incluem os abaixo relacionados, EXCETO: