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Leia o excerto a seguir, extraído do “Plano piloto para poesia concreta”, publicado em 1958.
“renunciando à disputa do ‘absoluto’, a poesia concreta permanece no campo magnético do relativo perene. cronomicrometragem do acaso. controle. cibernética. o poema como um mecanismo, regulando-se a si próprio: ‘feed-back’. a comunicação mais rápida (implícito um problema de funcionalidade e de estrutura) confere ao poema um valor positivo e guia a sua própria confecção. poesia concreta: uma responsabilidade integral perante a linguagem. realismo total. contra uma poesia de expressão, subjetiva e hedonística. criar problemas exatos e resolvê-los em termos de linguagem sensível. uma arte geral da palavra. o poema-produto: objeto útil. augusto de campos décio pignatari haroldo de campos post-scriptum 1961: ‘sem forma revolucionária não há arte revolucionária’ (maiacóvski).”
CAMPOS, Augusto de; PIGNATARI, Décio; CAMPOS, Haroldo de. Plano piloto para poesia concreta. Disponível em: <http://tropicalia.com.br/leituras-complementares/plano-piloto-para-poesia-concreta#sthash.5FPCkPkl.dpuf>. Acesso em: 7 mar. 2016.
Assinale a alternativa CORRETA a respeito das implicações do trabalho dos concretistas em relação ao conceito de poema.