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SERVIDOR PÚBLICO DO FUTURO DEVE SE SENTIR FELIZ E TER EMPATIA, AFIRMA PESQUISADOR
Ter espírito público é uma das características consideradas essenciais por especialistas para oferecer o melhor atendimento ao cidadão.
Tatiana Cavalcanti
§ 1 A vocação e o espírito público são características fundamentais para oferecer à população um serviço público de qualidade, ágil e humanizado. O servidor do século 21 deve ser diverso, empático e comprometido.
§ 2 Sentir felicidade e prazer na carreira pública são outras inclinações apontadas por Gustavo Fernandes, professor de administração pública da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Eaesp). Há uma discussão, ele diz, que questiona se nascemos ou adquirimos a vocação para ser servidor.
§ 3 "Se o aspirante a funcionário público tem a intenção de trabalhar com ações de impacto na vida de muitas pessoas, seja de forma direta ou indireta, estará na retaguarda de uma política pública que muda vidas."
§ 4 A professora Cintia Bizon, 38, foi convocada pela Prefeitura de São Paulo em abril de 2021 para trabalhar com bebês no Centro de Educação Infantil (CEI) Jardim Nove de Julho, no Parque do Carmo, zona leste. Para ela, a palavra do docente pode mudar o rumo da vida de um aluno.
§ 5 "Trabalhamos com a prospecção de futuro. Não podemos falhar com as crianças. O servidor público da educação respeita as diferentes configurações familiares. Ele abraça, escuta e entende, sem julgamentos, independentemente se está há muito ou há pouco tempo no funcionalismo. Faz a diferença na vida dessas pessoas."
§ 6 Para Cintia, o servidor do futuro é aquele que se dispõe a aprender todos os dias. "Precisamos nos atualizar para nos reinventarmos."
§ 7 De acordo com o professor da FGV, muitos candidatos escolhem o serviço público para ter estabilidade e um bom salário justamente para fugir do que ele chama de precarização do setor privado.
§ 8 Fernandes afirma que, no Brasil, "o grosso da população" convive com a informalidade e salários baixos, muitos sem carteira assinada, o que deixa essas pessoas vulneráveis, fazendo prevalecer a insegurança nas relações trabalhistas.
§ 9 "No país, muitas vezes, o funcionalismo público vira um refúgio para aqueles que procuram melhores condições de trabalho. Há, infelizmente, um movimento de pessoas que buscam um emprego público não porque gostam, tenham espírito público ou se interessem, mas para ter um porto seguro", diz o professor.
§ 10 Os trabalhadores ingressam no funcionalismo por meio de concurso, que mede o conhecimento geral desses candidatos; mas estes, embora bem preparados para a prova, muitas vezes, não estão ligados ao propósito do serviço público, de acordo com Renata Vilhena, presidente do conselho da República.org e professora associada da Fundação Dom Cabral.
§ 11 "E isso é algo que a gente busca muito, ter pessoas alinhadas com o propósito de prestar serviço ao cidadão e gerar valor público", diz Renata, que foi funcionária pública por 40 anos.
§ 12 A professora associada afirma que muito além de ter comprometimento, o setor público procura formas de tornar os servidores mais produtivos, característica que, segundo ela, está ligada à coragem de executar, buscar alternativas, inovar e fazer acontecer.
§ 13 Foi o que fez Luana Silveira de Faria, 42. Servidora pública federal efetiva há dez anos, ela criou um programa que proporcionou novos modelos de trabalho no governo, o LA-BORA! gov, com projetos cujo propósito é melhorar a experiência dos funcionários públicos.
§ 14 Para Luana, é importante atualizar o servidor para que ele esteja voltado para o futuro. "Esse trabalhador deve ser mais flexível, maleável e adaptável às realidades desse mundo que muda o tempo todo. Quem se beneficia é o cidadão. Inovação é transformar a realidade."
§ 15 Para Gustavo Fernandes, o funcionário público do século 21 precisa ter capacidade de dar respostas ao novo.
Observe a sintaxe de colocação do pronome pessoal oblíquo átono destacado no trecho a seguir: “Para Cintia, o servidor do futuro é aquele que se dispõe a aprender todos os dias.” (§ 6)
Em relação à colocação do pronome oblíquo átono, é CORRETO afirmar que, no trecho acima, ocorreu: