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O paradoxo dos rios e lagos
Apenas 1% de toda a água doce da Terra é potável. Parece muito pouco, mas seria quantidade mais do que suficiente para o consumo dos mais de 7 bilhões de humanos que habitam o planeta. Ainda mais no Brasil, que concentra 12% de toda a oferta global de água doce – uma enormidade. Por que, então, há tanta gente sem água, num dos mais assustadores dilemas ambientais de nosso tempo? [...]
Tome-se a Região Norte, dominada pela Amazônia, como referência. A floresta, distribuída em sete estados brasileiros, é tida como o bioma com a maior disponibilidade de água per capita, mas também concentra as piores taxas de saneamento básico. Enquanto em todo o país 48,1% da população tem rede de esgoto, no Norte, bem no meio do rico ecossistema amazônico, esse índice não passa de 9,6%. No Centro-Oeste, em paisagem marcada pelo cerrado e pelo Pantanal, a coleta de esgoto abrange 47,5%. Em outras palavras, tudo somado, 71,5% do lixo produzido nessas duas áreas do Brasil é jogado em rios e lagos, contaminando-os. Dá-se, portanto, o paradoxo da simultânea abundância e da falta d’água. Bastaria atenção no monitoramento das atividades humanas que dependem das águas fluviais, evitando a imundície, para que tal contrassenso fosse extinto – e aí sobraria água para todos.
Considerando o texto dado, assinale a alternativa que apresenta todas as palavras com as sílabas CORRETAMENTE separadas: