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Maternidade e racismo: a exclusão das mães negras
O mito de que a mulher negra é “mais forte” ou “mais resistente a dor” é a máxima do racismo brasileiro, plantado ainda no período da escravidão no Brasil e que até hoje permanece naturalizado. Por isso, as mulheres supostamente “mais frágeis”, as brancas, passam na frente e recebem o atendimento pelo qual a mulher negra esperou ou precisava mais. Não é por acaso que pelo menos 60% dos casos de mortalidade materna é de mulheres negras.
São muitos os relatos de mães negras que recebem atendimento grosseiro e negligente devido a sua cor. Os dados divulgados pela campanha “SUS Sem Racismo” também mostram que as mães negras têm menos acesso a informações sobre amamentação e menos consultas de pré-natal. Para piorar a situação, as crianças negras fazem parte do grupo com maior índice de mortalidade infantil.
Como se não bastasse a violência obstétrica com demarcação racista, o contexto social das mães negras também é muito assustador. É preciso lembrar que as mulheres negras são maioria dentro do grupo de trabalhadoras domésticas, ou seja, mulheres que cuidam das casas e dos filhos dos outros para conseguirem sustentar a própria família. Na prática, os filhos e as casas dessas mulheres ficam sem assistência, sem creches, sem alternativas além da jornada tripla que desempenharão, pois quando retornam à noite para o próprio lar, ainda precisam cuidar da limpeza, dos alimentos e das próprias crianças.
O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo e seu formato mais comum relacionam se com os conhecimentos construídos socioculturalmente. A análise dos elementos constitutivos desse texto demonstra que sua função é